Em 1964, quando João Goulart foi deposto pelos militares, a Globo noticiou o golpe que lançou o Brasil nas trevas como a restauração da democracia; quase 50 anos depois, os Marinho pedem desculpas, como se aquele tivesse sido um erro meramente editorial; na verdade, foi uma aposta comercial, que permitiu à Globo se transformar num dos maiores grupos de mídia do mundo, contando com favores oficiais
247 - O fato político mais importante deste fim de semana, sem dúvida, foi o histórico mea culpa das Organizações Globo, em relação ao regime militar de 1964. Em editorial do jornal O Globo, publicado no sábado, a família Marinho reconheceu como erro seu apoio à ditadura que mergulhou o Brasil nas trevas, um dia depois de a emissora ter sido alvo de um inusitado protesto, quando integrantes do grupo Black Blocs jogaram esterco na sede da emissora em São Paulo (saiba mais aqui sobre o pedido de desculpas).
No texto do Globo, no entanto, a empresa da família Marinho aponta o apoio ao golpe – noticiado pelo Globo, em 1964, como a restauração da democracia – como um "erro editorial". Uma questão de ideologia, talvez.



